"Gabriela"

 

Primeiro capítulo do remake exibiu semelhanças e diferenças com a versão de 1975
Juliana Paes em cena de Gabriela, que estreou nessa segunda (18)
"Gabriela" estreou na Globo com capítulo especial nessa segunda (18), e assim como na produção anterior do horário das 23h - "O Astro", exibida em 2011 -, o remake exibiu algumas semelhanças e muitas diferenças em relação à versão produzida pela Globo em 1975. Confira a seguir o que mudou e o que continuou igual.
O que mudou
O ritmo da história foi mais acelerado. A novela original ficou seis meses no ar, e a atual deve durar apenas quatro. Assim, na primeira versão, a protagonista Gabriela (Sônia Braga) passou vários capítulos viajando do sertão para Ilhéus. No remake, Gabriela (Juliana Paes) fez toda a trajetória e já chegou na cidade no primeiro capítulo. E ainda teve tempo de finalizar o capítulo
encontrando seu grande amor: Nacib (Humberto Martins).
Mudou também o aspecto do cabaré Bataclan. Se na versão original ele era um singelo, pequenino e discreto - mas muito charmoso - bordel, frequentado por meia dúzia de homens, no remake o Bataclan virou uma espécie de Moulin Rouge: enorme, lotado, fervido e quase high tech, apesar da história se passar na Ilhéus de 1925. Champanhe estourando por todos os lados, muito luxo e até uma canja de Ivete Sangalo.
Essa é outra mudança: a personagem Maria Machadão, dona do Bataclan, era uma velha prostituta, interpretada por Eloísa Mafalda. Desta vez, Maria Machadão surge bem mais nova, na pele de Ivete, e cantante. Ao longo da novela, Machadão / Ivete deve dar outras canjas no palco do Bataclan.
A personagem Zarolha, vivida em 1975 pela inesquecível Dina Sfat, tinha uma personalidade firme, decidida e quase autoritária, dominando Nacib, que até então era apaixonado por ela. No remake, Zarolha surgiu mais bobinha e romântica, encarnada por Leona Cavalli. E levou até bronca de Maria Machadão.
Por fim, mudou bastante a saga de Gabriela no sertão. Em 1975, os parcos recursos da Globo na época mostraram a personagem viajando por um sertão empoeirado e repleto de cactos, em tomadas mais fechadas e claustrofóbicas. Em 2012, a novela esbanjou qualidade visual e a peregrinação de Gabriela e seus "camaradas" ganhou ares cinematográficos, com cenas de cartão postal e visual deslumbrante, abusando de planos gerais de tirar o fôlego.
O que continua igual
A principal semelhança do remake com o original está na trilha sonora. A abertura foi com "Modinha para Gabriela", cantada por Gal Costa, como em 1975. Outras músicas da trilha original também voltaram, como "Guitarra Baiana" e "Alegre Menina".
O comportamento de Gabriela manteve-se fiel ao livro de Jorge Amado em que se baseia a novela. A personagem tem um jeito brejeiro que encanta os homens. Como na versão original, Gabriela teve uma noite de amor com Clemente (Daniel Ribeiro), e já flertou com Nacib.
A trama inicial da história - a procissão da cidade, com o objetivo de fazer chover em Ilhéus - também já foi esboçada, incluindo o sonho de Zarolha, que decide que as prostitutas da cidade devem sair na procissão. O primeiro capítulo da versão de 1975 era basicamente sobre esse ponto de partida.
Fonte: Lufe Steffen , especial para o iG
Texto: Divulgação/TV Globo