Guerra dos Sexos

 

saiba quem é quem no remake do folhetim Sucesso de 1983 volta ao ar em nova roupagem
Uma das maiores apostas da Globo para o segundo semestre é a novela “Guerra dos Sexos”, que estreia no lugar de “Cheias de Charme”, em outubro. E o projeto vem cercado de expectativas: afinal, trata-se do remake de um dos maiores sucessos da emissora em todos os tempos. Vale a pena voltar no tempo, quase trinta anos atrás, para entender o fenômeno. Em junho de 1983, estreou no horário das 19h na Rede Globo a versão original. Escrita por Sílvio de Abreu, a novela tinha um elenco de estrelas nunca antes reunidas em uma produção daquele horário. Tudo para contar em grande estilo a hilária competição entre homens e mulheres.
Os primos Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran), apaixonados um pelo outro mas eternamente em pé de guerra, recebem a herança de um tio milionário: a cadeia de lojas Charlô’s, instalada no Shopping Eldorado, em São Paulo – na época, um shopping chique, luxuoso e recém inaugurado. Mas o testamento avisa: os primos nunca poderão vender a loja, e nem a mansão onde vivem. Ou seja, são obrigados a dividir a casa e a empresa, forçados a conviver. Para acabar com a “tortura”, Charlô e Otávio fazem uma aposta: durante cem dias, as mulheres terão de provar que conseguem aumentar o faturamento da loja. Se conseguirem, Charlô fica com a empresa. Caso contrário, tudo vai para as mãos do primo.
Começa aí a surrealista disputa. Os homens são os vilões, tentando boicotar as investidas de Charlô e sua ala feminina. Para tanto, Otávio conta com Felipe (Tarcísio Meira), filho adotivo de Charlô. E também com um reforço importante: uma mulher traidora, a ambiciosa Carolina (Lucélia Santos), sobrinha de Roberta Leone (Glória Menezes), principal aliada de Charlô na luta contra os homens. Em meio a tanta confusão, a filha de Felipe, Juliana (Maitê Proença), se envolve com o motorista da família, Nando (Mário Gomes), mas tem de disputá-lo com Roberta. Enquanto isso, a sensual Vânia (Maria Zilda), assessora de Charlô, vive um caso secreto com Felipe – já que, dentro da empresa, romances entre homens e mulheres estão proibidos. Essa era a trama básica da história. Mas o grande charme estava na comédia rasgada e absurda, no estilo anárquico e no ritmo ágil com que a novela foi conduzida. E, claro, no brilho cinematográfico. Sílvio de Abreu costurou a narrativa com infinitas citações aos grandes momentos de Hollywood. Assim, inúmeras cenas faziam referência a filmes como “Levada da Breca”, “A Mulher do Ano”, “Deu a Louca no Mundo”, “Rocky, um Lutador”, “Bonequinha de Luxo”, “Os Homens Preferem as Loiras”… O sucesso foi surpreendente e instantâneo. Entre junho de 1983 e janeiro de 1984, a novela chegou a bater os 85 pontos de audiência, quase alcançando a novela das 20h da época, “Louco Amor”, de Gilberto Braga. E o próprio Gilberto declarou que adorava assistir “Guerra dos Sexos”. Sílvio de Abreu consagrou-se como autor de comédias malucas na faixa das 19h, como “Cambalacho” (1986) e “Sassaricando” (1987). Anos depois, migrou para o horário nobre, onde está até hoje, com novelas mais dramáticas, românticas e policiais, como “Belíssima” (2005) e “Passione” (2010). A direção de “Guerra dos Sexos” coube a Jorge Fernando e Guel Arraes. A dupla também foi alçada ao estrelato na Globo, e continuou dirigindo projetos criativos na emissora.
Diante de tanto brilho, fica fácil entender a vontade da Globo de escolher o elenco adequado para o remake. Diversas escalações já foram feitas e desfeitas. A personagem Vânia, por exemplo, já foi cogitada para Claudia Raia,Gabriela Duarte, Alinne Moraes e Grazi Massafera. Atualmente, está nas mãos deLuana Piovani. Reynaldo Gianecchini, inicialmente escalado para ser Felipe, agora será Nando. Mariana Ximenes será Juliana, a filha de Felipe, papel de Edson Celulari. O pequeno papel de Ronaldo – que na versão original foi de Paulo César Grande, que estreava na Globo – agora será de Jesus Luz, o ex-namorado de Madonna. Tudo indica que o personagem será aumentado. O mesmo vale para Leda (Teresa Sodré em 1983), uma executiva quarentona, que desta vez será rejuvenescida – deve ficar com Antônia Pires, filha de Glória Pires e Orlando Moraes, que estreia em novelas aos 20 anos. O casal neurótico Fábio (Herson Capri) e Manuela (Ada Chaseliov) agora será vivido pelo português Paulo Rocha e Guilhermina Guinle – Márcio Garcia havia sido cotado para interpretar Fábio, mas desistiu Quanto à principal escolha – Charlô e Otávio -, a escalação foi para Irene Ravache e Tony Ramos.Anteriormente, Tony e Glória Pires estavam no páreo. Depois, Glória foi remanejada para viver Roberta. As gravações começam em julho, mas até lá muita coisa ainda pode mudar. Fonte: Ig – Gente TV/Novelas